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04/09/2013

VELHO ENGENHO SE TORNARÁ MUSEU

Usina fundada no começo do século 20, que conserva maquinário e galpões da época, passa por recuperação no interior do Estado

Esse eldorado histórico-industrial paulista fica no coração da Fazenda Vassoural, entre Sertãozinho e Pontal, perto de Ribeirão Preto. Foi criado pelo coronel Francisco Schmidt, que nos primeiros anos do século 20 chegou a acumular um patrimônio de 62 fazendas. O Engenho Central era o motor de seus negócios: dali saíam as sacas de açúcar cristal - e os litros de cachaça. Diariamente, uma maria-fumaça adentrava a usina e de lá saía carregada - o ramal da Estrada de Ferro Mogiana foi puxado até a fazenda por força do próprio coronel.

Seja no prédio principal, seja em qualquer um dos sete pequenos galpões que o orbitam, entrar nas ruínas do Engenho Central de Sertãozinho é um privilégio de aguçar os olhos daqueles que gostam de História. Parece uma viagem no tempo, entre centrífugas escocesas do século 19 - importadas pela família de Santos Dumont -, telhas inglesas, velhas fornalhas, balanças, tonéis e um obsoleto maquinário que movimentou a indústria da cana de 1903 a 1974, período em que a usina funcionou. 

Nos últimos anos, o museu começou a sair do papel. Primeiro, com a criação de uma fundação - o Instituto Cultural Engenho Central. 

Representantes da fundação esperam que, a partir de dezembro, o espaço já tenha se convertido em um memorial - com possibilidade de visitas monitoradas de escolas e também de outros pequenos grupos. O Museu Nacional do Açúcar e do Álcool será a fase seguinte, a conclusão do projeto ainda não tem um prazo definido.

http://engenhocentral.com.br

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